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Caetano de Campos: A escola que mudou o Brasil

  • Segunda-Feira, 24 de Outubro de 2011
    Fernando de Azevedo- Diretor de 1933 1938
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    Fernando Azevedo foi diretor da escola Normal entre 1933 à 1938, líder do Manifesto, a seguir sua biografia:



    Nasceu em 1894, em São Gonçalo do Sapucaí (MG). Desenvolveu a primeira e vasta pesquisa sobre a situação da educação em São Paulo. Foi integrante do movimento reformador da educação pública e Diretor geral da Instrução Pública do Rio de Janeiro ,animado pela proposta de extensão do ensino a todas as crianças em idade escolar; articulação de todos os níveis e modalidades de ensino – primário, técnico profissional e normal; e adaptação da escola ao meio-urbano, rural e marítimo. 
    Fundou a Biblioteca Pedagógica Brasileira e em 1932, redigiu e lançou, jundo com outros 25 educadores e intelectuais, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Como diretor-geral, promulgou o Código de Educação do Estado de São Paulo (1934) e participou da fundação da Universidade de São Paulo.
    Entre os signatários estão educadores e intelectuais como Anísio Teixeira, Lourenço Filho, professor da Escola Normal, Cecília Meireles, Júlio de Mesquita Filho, Hermes Lima, Paschoal Leme, Afrânio Peixoto e Heitor Lira.
    Quando redigiu o Manifesto dos pioneiros da Educação Nova, Fernando de Azevedo, formado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco , já havia sido professor de latim e psicologia no Ginásio do Estado em Belo Horizonte e na Escola Normal de São Paulo (futura Escola Normal Caetano de Campos),  onde orientou a reforma do ensino de 1926 a 1930.
    O convite a Fernando de Azevedo para redigir o Manifesto deveu-se à notoriedade que adquirira não só pela intensa atividade desenvolvida nos meios educacionais, mas também pelo papel relevante que vinha exercendo como um dos dirigentes da Companhia Editora Nacional, à época uma das principais casas editoriais do país. Na Nacional, como era conhecida, Fernando de Azevedo criou e dirigiu a Biblioteca Pedagógica Brasileira (BPB), selo editorial do qual faziam parte a série Iniciação científica, que publicava textos inéditos na área científica, e a Brasiliana, a primeira coleção de estudos brasileiros do país, de alto nível.
    Fernando de Azevedo engordava o salário de professor como redator e crítico literário do jornal O Estado de S.Paulo, no qual colaborou durante toda a vida. Em 1926, organizou e dirigiu dois inquéritos para O Estado – um sobre arquitetura colonial, outro abordando a educação pública no Estado. Já neste inquérito, iniciou campanha por uma nova política de educação, que iria desaguar no Manifesto, e pela criação de universidades no Brasil. 
    Outra grande aventura intelectual de Fernando de Azevedo foi a participação na criação da USP, em 1934, ao lado de Júlio de Mesquita Filho, Armando Sales de Oliveira, Almeida Júnior ( médico e professor da Escola Normal, criador do Centro de Puericultura), Vicente Rao, Rocha Lima e outros.
    No campo da historiografia, Fernando de Azevedo publica, em 1943, A cultura brasileira, obra na qual assume uma visão marcadamente nacionalista dos problemas do Brasil. Nesse trabalho, elogia o "espírito nacionalista" da Constituição de 1937, que institucionalizou a Estado Novo no país e deu poderes ditatoriais ao presidente Getúlio Vargas.
     De 1933 à 1938 dirigiu a Escola Normal, planejou o terceiro andar do prédio, que abrigaria A FFCL- Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.
    Em 1939 era professor de Psicologia na Escola Normal , onde reorganizou e ampliou o Laboratório de psicologia e transformou a Escola Normal  em Instituto de Educação Universitário.
    Em 1941 assumiu a direção da Faculdade de filosofia, Ciências e Letras.
    No campo da historiografia, Fernando de Azevedo publica, em 1943, A cultura brasileira, obra na qual assume uma visão marcadamente nacionalista dos problemas do Brasil. Nesse trabalho, elogia o "espírito nacionalista" da Constituição de 1937, que institucionalizou a Estado Novo no país e deu poderes ditatoriais ao presidente Getúlio Vargas.
    Fernando de Azevedo permaneceu no comando da Brasiliana por mais de 15 anos, revelando ao grande público cronistas do século XVI e XVII; "naturalistas e viajantes estrangeiros cujas obras constituíam privilégio de iniciados"; historiadores do século XIX, como Adolfo de Varnhagen, e pensadores como Tavares Bastos; mestres da cultura do século XX, como Capistrano de Abreu, João Ribeiro, Pandiá Calógeras, Manuel Bonfim, Celso Garcia e Afonso Taunay; escritores como Sílvio Romero e Euclides da Cunha; desbravadores do território nacional como o Marechal Rondon e muitos outros. Os textos, em grande parte inéditos, eram acompanhados de ensaios introdutórios assinados por especialistas de renome, prática editorial ainda desconhecida no Brasil.
    No Estado de São Paulo, Fernando de Azevedo ocupou a Secretaria da Educação e Saúde em 1947 e a Secretaria de Educação e Cultura no governo do prefeito Prestes Maia, em 1961.Morreu em São Paulo, em 1974.

     

    Oswald de Andrade, Fernando Azevedo, Carolina Ribeiro, maestro João Gomes Junior reunidos na sala localizada no Jardim de Infância ( demolido em 1939), a data é incerta, porém no ano de 1936 varias palestras foram proferidas nesta sala. D. Carolina Ribeiro entrou em 1935 como diretora do Curso Primário e somente em 1939 tornou-se diretora Superintendente.

     

    Mistério: quem seria este palestrante?

     

    Neste mesmo dia, D. Carolina Ribeiro ao lado do diretor Fernando Azevedo, maestro João Gomes Junior e Oswald de Andrade( Oswald que nasceu em 1890, iniciou seus estudos no Caetano de Campos em 1896).

     

    Foto retirada do álbum dos formandos de 1922: ao centro o maestro João Gomes Junior, que aparece na foto anterior acima, ao lado direito Lourenço Filho, que mais tarde assinaria com Fernando Azevedo e Anísio Teixeira

     

    1936- Folha da manhã- reparem que na foto aparece o mesmo local onde havia sido tirado a foto com Oswald de Andrade

     

    Setembro de 1936-Folha da manhã-  Notícia sobre a palestra do prof. Jean Mangué, assim como os demais professores que davam aula na Faculdade de Filosofia, Ciências e letras no terceiro andar da escola.

     

    Folha da manhã, 3 de outubro de 1936

     

     Continuação da foto anterior

     

    Data incerta- Mário de Andrade, que de 1935 à 1937 foi diretor do departamento Municipal de Cultura,( juntamente com Paulo Duarte)ouve D. Carolina Ribeiro, esta palestra não foi proferida no mesmo dia em que Oswald de Andrade esteve na escola, pois a roupa de D. Carolina era outra e a sala é a Álvaro Guião, no terceiro andar da escola , que ficou pronta em 1939. Nesta época, Fernando de Azevedo já não era mais diretor da escola, proferia aulas de Psicologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, no mesmo prédio.


    Bibliografia:
              Autor de obra numerosa, Fernando de Azevedo escreveu, entre outros, Ensaios – Crítica para o jornal O Estado de S.Paulo (1924-1926); Novos caminhos e novos fins - A nova política da educação no Brasil (1935); Canaviais e engenhos na vida política do Brasil (1948); A educação e seus problemas (1952); As ciências no Brasil (1956); Princípios de sociologia (1958); e Sociologia educacional (1959).

    Fonte: Revista Educação (nº 37)
    Fonte (biografia): Fontes de Educação: Guia para Jornalistas. Fórum Mídia & Educação, 2001
    Coordenação e Edição (biografia): Denise Carreira
    Textos (biografia): Fonte (biografia): Fontes de Educação: Guia para Jornalistas. Fórum Mídia & Educação, 2001
    Coordenação e Edição (biografia): Denise Carreira
    Textos (biografia): Adriano Quadrado, Denise Carreira e Iracema Nascimento
    Maria Isabel Moura NASCIMENTO. GT : Campos Gerais-PR- Universidade Estadual de Ponta Grossa



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