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Caetano de Campos: A escola que mudou o Brasil

  • Domingo, 25 de Março de 2012
    Zuleika, Elvira e Ophlia
  • Zuleika de Barros Martins Ferreira, nasceu em 1893 na cidade de São Paulo a 7 de Abril, filha do Engº Tito Martins Ferreira e Cândida de Barros Ferreira.

     Em 1907 forma-se pela Escola Normal Complementar de Campinas, no mesmo ano passa para a Escola Normal da Praça da República de São Paulo.

     No dia 23 de Janeiro de 1911 é nomeada professora substituta efetiva do Grupo Escolar da Consolação.

     Em 1914 é nomeada adjunta do Grupo Escolar da Lapa.

    Em 1917 é  removida para o Grupo Escolar do Triunfo.

     Em 1925 é nomeada adjunta da Escola Modelo Caetano de Campos , onde dava aulas de matemática.
    Foi Professora de Metodologia e Prática de Ensino Primário de 1931 a 1955, na Escola Normal Caetano de Campos, quando se aposentou. Faleceu em 1957.
    Foi entusiasta da Escola Nova, quando desenvolveu seu projeto "Governo Escolar"que ainda na década de 1950 representava o que de mais moderno havia em matéria de métodos de ensino.
    Foi feita uma homenagem à sua memória no dia 8 de abril de 1957, com a presença de parentes, ex-alunos e colegas , em missa celebrada na Igreja de Santa Cecília, às 9:00hs e às 14:00hs foi descerrada uma placa com seu nome em sua homenagem em uma sala ambiente da Escola, além de seu retrato colocado em uma das salas. A cerimônia foi conduzida pela representante da congregação da escola Yolanda de Paiva Marcucci e o encerramento foi feito pelo diretor  Dr. João Carlos Gomes Cardim.
    Após sua morte foi decretado aos 16 de agosto de 1957 a criação do Ginásio Estadual professora  Zuleika de Barros Martins Ferreira, na Rua Padre Chico, 420,Vila Pompéia, que posteriormente mudou o nome de Ginásio Estadual para Escola Estadual.


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    Elvira Sabino nasceu em 1879. Casou-se cedo, tornando-se Elvira Sabino Brandão. Foi excelente aluna e formou-se professora na Escola Normal - Caetano de Campos

    Começou a dar aulas em sua própria casa, na Rua Major Sertório, num porão habitável –como chamavam naquela época, 1904. Essas aulas preparavam candidatos ao concorrido concurso da Escola Normal Caetano de Campos.
     À medida que foi progredindo ocupou outros prédios adaptados (Largo do Arouche e Alameda Santos) até a construção da sede na Alameda Jaú, onde funcionou de janeiro de 1930 a fevereiro de 1973, quando passou a ocupar a atual sede.

     

     

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    Ophélia Fonseca
    Nasceu em Itu em 8 de março de 1894 em uma família de cafeicultores, Ophelia foi normalista do Colégio Caetano de Campos.
    Iniciou sua carreira lecionando Português e Matemática no Colégio Elvira Brandão.
     "O bairro precisava de uma escola laica para atender a elite que queria um novo olhar".
     O Ophelia (com "ph") foi fundado em 1921, como externato feminino, na Rua Sergipe.
    Em 1927, foi para a Rua Bahia.
    Ela era uma mulher muito progressista. Foi uma das primeiras, já nos anos 1930, a dirigir um carro em São Paulo. Ophelia herdou do pai, Joaquim Manoel Pacheco da Fonseca, o gosto pela política. A professora simpatizava com os modernistas, tendo se aproximado deles após a Semana de 22. Em 1932, participou da Revolução Constitucionalista, costurando ela própria, nos porões do colégio, uniformes para os soldados paulistas. Ela viveu até 1984.



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